Resenha de show

Heavy Praiano
11 abril 2014

Tribal Free Metal Fest (11/04/2014)

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“Quem acompanha o VETOR há um certo tempo, sabe do seu peso, seja em estúdio ou ao vivo, mas a entrada de Ricardo Lima ao grupo tem tudo para se mostrar um divisor de águas, já que as composições ganharam tanto em peso quanto em técnica, já que apesar de sua discrição no palco, o cara toca demais, não erra uma nota e seu dedilhado pesa uma tonelada.

A dupla Meles/Palmieri é uma das melhores do metal da Baixada, o primeiro com seu dedilhado preciso e a habilidade de se agigantar no palco, a despeito do seu tamanho, e o segundo com suas marretadas igualmente precisas e violentas, garantem o som único do quinteto, uma verdadeira carnificina metálica.

Encerrando uma noite de celebração ao estilo, nada melhor do que a faixa que dá nome à banda, que já se tornou um clássico, e nessa hora Luciano Gavioli decidiu ser recebido de braços abertos pelo público, ou algo parecido com isso, já que desceu do palco para destilar seus riffs certeiros bem no meio da roda que só crescia a cada música.

Parecerá um exagero o que direi, mas se temos motivos pra falar com tanto respeito da Bay Area, eventos como esse mostram que a “Harbor Area” em breve estará nos holofotes, graças a garra e profissionalismo dessas e de outras bandas da região.”

Uma agradável noite de sexta-feira a noite, com quatro bandas de primeira e entrada franca, aonde mais o blog poderia estar? Lógico que fomos até a Tribal fazer a cobertura de mais um evento, e pode botar exclusivo no rodapé da página. Por volta de 00h40, o Dark Witch deu início aos trabalhos, com o seu heavy metal de primeira grandeza.
 

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Abriram o show em alta velocidade com Master of Fate e seu refrão poderoso e de fácil assimilação, que ao vivo funciona muito bem. Com Wild Heart, podemos ter noção do alcance vocal e tudo o que Bill Martins é capaz de fazer com sua voz, além do solo monstruoso de guitarra.
 
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Firestorm, o grande hino da banda, foi cantada a plenos pulmões pelos presentes, com o auxílio de Wanderson Barreto vocalista e guitarrista de outra banda da cidade, a Rygel. Cesar Antunha chama toda a atenção para si, esqueça aquela pessoal afável, sempre disposta a uma boa conversa, pois no palco ele encarna a persona do autêntico rockstar, com solos intrincados, caras e bocas e o movimento característico de Pete Townshend, girando o braço a cada palhetada certeira.
 
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Apesar de mais discreto no palco, Musashi é muito seguro em cada riff, e André não erra uma, ditando perfeitamente o ritmo dessa locomotiva metálica. Encerram o show de maneira apoteótica com To Valhalla We Ride, outra feita sob medida para o público cantar com a banda até o fôlego acabar. O Dark Witch é formado por Bill Martins (baixista/vocalista), Cesar Antunha (guitarrista), Musashi Coelho (guitarrista) e André Kreidel (baterista).
 
Lista de Músicas Dark Witch

1 – Master Of Fate
2 – Circle Of Blood
3 – Wild Heart
4 – Liberty Is Death
5 – Aegon, The Conqueror
6 – Firestorm
7 – Siegfried
8 – To Vahalla We Ride

A Phoyce subiu ao palco com a difícil tarefa de manter a atenção dos presentes, após a apresentação eletrizante do Dark Witch. Impressionaram o público, não só pelas músicas em português, bem interessantes, como pela postura agressiva no palco, mas nem só de pontos positivos foi marcada a apresentação do trio. Como já mencionei, assim que os primeiros acordes de “O corre” soaram, foi como um soco no estômago, tendo em vista a postura da banda no palco, condizentes com as canções diretas, típicas de um punk bem executado, sem deixar de lado um instrumental muito bem feito.

 
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Tudo muito bem, tudo muito bom, a plateia na mão, algumas rodas já se formavam, até que na quarta música as cordas da guitarra de Phábiño se quebram, e além de encurtarem o show, eles continuam só com voz, baixo e bateria, o que reduziu demais seu poder de fogo. Independente do acontecido, não se deixam abater, e encerram com Cachê, precedida de uma fala bastante provocativa de Phábiño, sobre bandas que se submetem a situações inglórias por dinheiro.
 
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Phábiño é um frontman nato, incita a plateia e faz muito bem o seu papel, sem sobressaltos. Joyce tem pouco contato com o público, mas tem uma presença de palco absurda, além da total intimidade com seu instrumento e Lucas dita muito bem o ritmo do trio. Em resumo é isso, um trio competente, que ainda tem muito a mostrar, assim que forem lapidados e contarem com um apoio mais efetivo, para não se repetirem casos como o dessa noite.
 
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O mais importante é que tem a ferocidade que deveria ser inerente a qualquer banda do estilo.Um cruzado bem dado naqueles que acham que não é possível fazer rock, qualquer que seja a sua vertente, em português, com qualidade.  A Phoyce é formada por Phábiño (vocalista/guitarrista), Joyce Iglesias (baixista) e Lucas Remane (baterista).
 
Lista de Músicas A Phoyce
 
1 – O corre
2 – Carcará
3 – Vermes fdp
4 – Espelhos da sua opinião
5 – A Phoyce
6 – Cachê
 
O quarteto do Heavenly Kingdom, da minha terra natal, Cubatão, inicia o show com The Trial, já mostrando a que vieram, com um peso e técnica incomuns. Dentre outras, destaque para Tears From The Sky com riffs muito bem trabalhados e Vagner Mesquita cantando demais, seja com a voz mais limpa, ou quando deve atingir as notas mais altas, além dos solos que são um verdadeiro nocaute.Refrão na medida, impossível não berrar “tears are falling from the sky”.
 
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Mesmo com Bill Martins assumindo temporariamente uma das guitarras e Rodrigo Balula o baixo, o quarteto funcionou muito bem ao vivo, com um thrash de gente grande, com um instrumental caprichado e letras interessantíssimas. Encerram o show com um clássico atemporal, uma dobradinha eletrizante de Vagner e Bill em Sirens, que apenas complementou uma performance irretocável.

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Assim como no caso do Vetor, é bom ver que o thrash deu o próximo passo sem perder a sua essência, já que os solos são mais trabalhados, há mais quebras inesperadas numa mesma música, assim como diferentes linhas vocais. O Heavenly Kingdom é formado por Vagner “Fifo” Mesquita (vocalista/guitarrista), Bill Martins(guitarrista) *Fernando Rodrigues (baixista) e  André Balula (baterista)

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* Por questões de agenda profissional, nesse show Rodrigo Balula assumiu o baixo da banda.

 
Lista de Músicas Heavenly Kingdom
 
1 – The Trial
2 – Annunciation
3- Nature In Fury
4 – No Violence
5 – Tears From The Sky
6 – Sign Of The Cross
7 – Against All Evil
8 – The Exodus
9 – Sirens (Savatage)
 
Sempre vale a pena falar do Vetor, pois tem um pé fincado no thrash tradicional, mas o outro em diversas outras vertentes do chamado metal moderno, mas moderno entenda-se por “parrudo”, cheio de personalidade, mudanças de andamento numa mesma música, etc.
 
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A passagem de som demorou mais do que o esperado, e pude ver um Luiz Meles bastante nervoso, pois o seu baixo estava inaudível. Instantes depois, com o problema já solucionado era a hora de coroar uma noite que já estava ganha. Será cair no lugar comum descrever cada música, só o que posso dizer é que mais uma vez o show foi brutal.

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Mesmo as músicas do álbum vindouro, Chaos Before The End, foram muito bem recebidas pelo público, que espera com ansiedade seu lançamento. Quem acompanha a banda há um certo tempo, sabe do seu peso, seja em estúdio ou ao vivo, mas a entrada de Ricardo Lima ao grupo tem tudo para se mostrar um divisor de águas, já que as composições ganharam tanto em peso quanto em técnica, já que apesar de sua discrição no palco, o cara toca demais, não erra uma nota e seu dedilhado pesa uma tonelada.

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A dupla Meles/Palmieri é uma das melhores do metal da Baixada, o primeiro com seu dedilhado preciso e a habilidade de se agigantar no palco, a despeito do seu tamanho, e o segundo com suas marretadas igualmente precisas e violentas, garantem o som único do quinteto, uma verdadeira carnificina metálica. Encerrando uma noite de celebração ao estilo, nada melhor do que a faixa que dá nome à banda, que já se tornou um clássico, e nessa hora Luciano Gavioli decidiu ser recebido de braços abertos pelo público, ou algo parecido com isso, já que desceu do palco para destilar seus riffs certeiros bem no meio da roda que só crescia a cada música.

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Parecerá um exagero o que direi, mas se temos motivos pra falar com tanto respeito da Bay Area, eventos como esse mostram que a “Harbor Area” em breve estará nos holofotes, graças a garra e profissionalismo dessas e de outras bandas da região. O Vetor é formado por Eduardo Jr.(vocalista), Luciano Gavioli (guitarrista), Ricardo Lima (guitarrista), Luiz Meles (baixista) e Afonso Palmieri (baterista).

Lista de Músicas Vetor
 
1 – Religious Falsehood
2 – Strike Command
3 – In The Sound Of The Wind
4 – The Sword
5 – Ten Thousand Strong (Iced Earth)
6 – My Torment
7 – Chaos Before The End
8 – Vetor
 
 
 

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Religious Falsehood (Intro) // Chaos Before The End
  1. Religious Falsehood (Intro) // Chaos Before The End
  2. Strike Command // Chaos Before The End
  3. Chaos Before The End // Chaos Before The End
  4. My Torment // Chaos Before The End
  5. New Limits Within Procreation // Chaos Before The End
  6. In The Sound Of The Wind // Chaos Before The End
  7. Vetor // Chaos Before The End
  8. Endangered Species // Chaos Before The End