A MÚSICA CONTINUA A MESMA "Grande álbum, de uma grande BANDA!"

29 outubro 2015

A MÚSICA CONTINUA A MESMA “Grande álbum, de uma grande BANDA!”

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Resenha do blog A MÚSICA CONTINUA A MESMA rende nota 9,0 para “Chaos Before The End” confira!

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A vida no underground é dura e quase sempre injusta. Dentro dessas dificuldades, acaba sendo comum vermos bandas veteranas e de qualidade, demorarem anos e anos para conseguir lançar algum material. Esse é o caso da santista Vetor, banda formada no ano de 2001 e que só agora, 14 anos depois de sua fundação, conseguiu lançar seu debut, Chaos Before The End (que começou a ser gravado em 2013).

Sua sonoridade teoricamente não apresenta nenhuma novidade, já que mescla Heavy Tradicional e Thrash Metal, algo feito por muitas bandas, tanto do passado quanto do presente. Mas na pratica, o que vemos é uma música que apesar de possuir uma pegada anos 80 e ótimas melodias, pende muito mais para o lado da agressividade e soa bem atual e moderna. É justamente essa mescla entre melodia e peso/agressividade, que aqui beira a perfeição, que faz da música praticada pelo Vetor ter uma personalidade própria.

Além desse lado agressivo bem aflorado em suas composições, existem outros aspectos que chamam bem a atenção na música do Vetor. O primeiro deles são os vocais de Eduardo Junior, muito variados e que vão do mais agressivo ao melódico sem qualquer tipo de problema, com imensa naturalidade. A variedade também se dá nos andamentos das músicas, já que forma alguma apostam apenas na velocidade, pois partes mais cadenciadas se fazem presentes em diversos momentos durante os cerca de 36 minutos de duração do álbum. As guitarras estão bem agressivas, com riffs bem pesados e ótimos solos (as bases aqui foram gravadas pelo ex-guitarrista Luciano Gavioli), enquanto a “cozinha” se mostra, além de bem técnica, capaz de imprimir grande peso as músicas. O trabalho também conta com participações especiais dos vocalistas Bil Martins (Hellish War) e Luiz Carlos Louzada (Vulcano). Os destaques aqui ficam por conta de “Religious Falsehood”, “Chaos Before the End”, “My Torment”, “Limits Within Procreation”e “Endangered Species”.

A produção ficou a cargo de Aníbal Pontes enquanto a mixagem e masterização foram feitas por ninguém menos que o renomado Frederik Nordström. E bem, me desculpem o palavreado, mas ficou do caralho! Limpa e agressiva. Já a arte da capa foi obra de Jean Michel e expressa bem o conteúdo do álbum.  Aliás, que álbum de estréia, desses feitos para se abrir o mosh no meio da sala, quebrar todos os vasos da sua mãe e ficar com o pescoço moído. E tratem de tirar logo esse atraso de 14 anos com mais lançamentos, pois Chaos Before The End deixa aquele gosto que quero mais. Grande álbum de uma grande banda.

NOTA: 9,0

A música continua a mesma

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Religious Falsehood (Intro) // Chaos Before The End
  1. Religious Falsehood (Intro) // Chaos Before The End
  2. Strike Command // Chaos Before The End
  3. Chaos Before The End // Chaos Before The End
  4. My Torment // Chaos Before The End
  5. New Limits Within Procreation // Chaos Before The End
  6. In The Sound Of The Wind // Chaos Before The End
  7. Vetor // Chaos Before The End
  8. Endangered Species // Chaos Before The End